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Atualizado 18/05/2012 11h11
13/12/2011 - 13:30
Comércio fica no crescimento zero em outubro
Vendas não tiveram nenhuma mudança na comparação com setembro, mostra pesquisa
 
 
As vendas no varejo e o faturamento do comércio ficaram parados entre setembro e outubro: não houve crescimento nem queda nos negócios, como mostra uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O zero interrompe uma série de quase dois anos (20 meses) de crescimento na receita.

Na comparação com outubro do ano passado, o varejo registrou, em termos de volume de vendas, alta de 4,3%; nos dez primeiros meses de 2011, houve aumento de 6,7%; em 12 meses de novembro do ano passado até outubro, de 7,3%. A receita, por sua vez, subiu 8,8%, 11,8% e de 12,4% nas mesmas comparações.

No décimo mês, só quatro atividades tiveram variações positivas: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,6%); livros, jornais, revistas e papelaria (2,7%); móveis e eletrodomésticos (1,1%); combustíveis e lubrificantes (0,6%).

Outras seis variaram negativamente: material de construção (-0,1%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,2%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%); tecidos, vestuário e calçados (-1,0%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,8%); e veículos e motos, partes e peças (-2,8%).

O IBGE diz que o setor de móveis e eletrodomésticos foi o que segurou o varejo no décimo mês do ano porque o brasileiro continuou comprando equipamentos para a casa própria e ajudou a manter os negócios funcionando. Essa categoria tem o maior peso (54%) entre os segmentos pesquisados.

- Esse resultado é atribuído à manutenção do crédito, à redução de preços dos eletroeletrônicos e à trajetória positiva da massa de rendimentos real habitual dos assalariados.

No começo de dezembro, o governo decidiu diminuir as taxas de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre itens da linha branca - fogão, geladeira, tanquinho, máquina de lavar roupa e máquina de lavar louça. A ideia era dar um impulso a esse segmento em meio à crise, mas os resultados só devem refletir no varejo a partir do fim do ano.

O comércio de alimentos e bebidas em super e hipermercados teve a segunda maior contribuição ao varejo (25%), apesar de ter desacelerado o ritmo entre setembro e outubro.

- Esse resultado se justifica pelo aumento do poder de compra da população, decorrente do crescimento da massa de rendimento.

A área de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação foi responsável pela terceira maior contribuição e teve os melhores avanços de volume de vendas e de rendimento entre as categorias pesquisadas.

Na comparação com outubro de 2010, 24 unidades da federação tiveram resultados positivos, sendo as taxas mais significativas observadas em Tocantins (15,7%), Paraíba (10,3%), Ceará (8,2%), Minas Gerais (7,2%) e Pará (6,8%).

Quanto às variações negativas, as taxas foram de: -2,5 no Acre; -2,3% em Sergipe e -0,9% em Mato Grosso.


R7
 
 
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